O que seriam as indiretas, se não uma forma implícita de atingir algo, alguém, um propósito talvez. Mas será que existem só indiretas? Existem indiretas que pendem mais para o (in)diretas, para o quase explicito, ofuscando o real sentido da palavra. Pensando em um ângulo, encontramos associações pertinentes a nós nas mais diferenças proposições. Claro que, nada tão aleatório quanto aparente. Indiretas não são tão soltas assim, também não nos atingiriam sem a existência de um real motivo. Esse fluxo de palavras advém de pessoas especificas, aliando-se ao calendário que conspira, normalmente a favor. São situações e envolvimentos, até me arrisco a dizer que essas proposições são um tanto quanto especificas também. Mas essas proposições, porque seriam, por assim dizer, direcionadas a mim? Ou as que freqüentemente disserto relacionadas a ti? É de fato uma via de mão dupla ou somente eu respondo a todos os teus impulsos? São diversos questionamentos, ligado a diversas hipóteses que poderiam aparentar ausência de um fundamento. Um devaneio talvez.
Seria uma mera necessidade de não ser esquecido? Uma evidente frustração pelo que não foi... O afago que é ser lembrado. Do lado de cá, vejo apenas possibilidades. E são infinitas.
E do teu lado? Do teu lado não vejo nada. Mesmo assim, não invalida o que digo. Acredito que poderíamos, no mínimo, levar em consideração a veracidade dessas suposições. Afinal, todas cabem a ti.
Das minhas palavras, garanto o rumo. Que é o premeditado, direcionado a uma só pessoa, percorrendo um caminho (quase?) certeiro - para você. Quando chegam ao destino, deixam de me pertencer. Minhas palavras se misturam com o sentido que você lhes dá. Depois de acrescentar ali e aqui, manda de volta pra mim. Quando terminar, devolve. Mesmo sabendo que, por não ser uma via de mão única, o efeito desejado pode divergir com o idealizado. Como aconteceu com as palavras que lhe mandei.
Alguém se habilite a intermediar minhas palavras, por favor. É que, quando minha sede por respostas agrava-se com a ausência das tuas, qualquer palavra que esteja pairando solta por perto pode se encaixar no lugar do teu silêncio. E o final dessa história pode ser desastroso. Mais.
E eu preciso que, o que quer que seja direcionado a mim, independente do sentido que eu venha a dar-lhe - que nesse caso é o único papel que me cabe - esteja descrito da forma mais transparente possível. Que tuas mensagens possuam a limpidez da água, que sejam claras e verdadeiras. Eu preciso de respostas simples, talvez até concretas, o início de uma idealizada coleção de certezas expostas em uma estante vazia.
Que sejam certeiras em teus rumos e específicas como matérias de pré-vestibular. Que, sem rodeios, sejam inconfundíveis em sua forma, que essa forma seja a mais destrinchadas e (IN)direta possível. Mistura heterogênea, sólido e líquido, separando os componentes por filtração. Filtrando tuas mensagens, apropriando-me apenas do que realmente importa (para mim).
Do desamor ao amor. Será mesmo que existe?
Porque do amor ao desamor eu já vi acontecer.
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Sigo acreditando, apegando-me apenas aos questionamentos comuns, fixando assim a velha novidade. Em qualquer lugar que possa encontrar depois. Porque restrição nem sempre é desvantagem. “E nem você nem eu somos descartáveis.” E o que quer que surja de qualquer lugar, ou de lugar algum, ajude-me a descobrir se tenho feito as perguntas certas. Porque eu realmente não sei. E até então, o que prevalece em mim, é a dúvida e a incerteza. É por isso que eu peço para que me dê algo, algo que eu possa me agarrar.
Algo que me faça acreditar.
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