sábado, 26 de março de 2011

Quando encontramos uma resposta que nós convém, ignoramos. Deixamos em um cantinho da mente para não encontrá-la. Ou que, na melhor das hipóteses, não seja encontrado tão cedo. Mas quem define se é cedo ou se é tarde?

E quando não estamos preparados para lidar com a situação imposta, como proceder? Espere. Logo vem o tempo, em mais uma de suas memoráveis peripécias, tratando de fazer-lhe esquecer do que fugíamos. Em um estágio de paz ilusória. E é aí que mora o perigo.

E é no exato momento que você esquece, ou melhor, no momento em que deixa de lembrar que, sem que nem pra que, tropeçamos no que tanto evitamos, E ´é nesse momento que damos embasamento à sábia frase: “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”. Já dizia Renato Russo,em sabedoria ímpar. E é quando a resposta volta a persistir em nossa mente ocupando,gradativamente, mais e mais espaço em nossos dias que deparamo-nos com outra frustração. E outra. E outra. E pagamos na mesma moeda.

Frustração com frustração. Frustração mais frustração. Uma porção de operações matemáticas onde a frustração se multiplica, jamais reduz, resultando em um purgatório pessoal. E é nesse momento que as peças mudam de lugar. É nesse momento que a abstração transforma-se em utopia e quandoa descoberta abre um leque de outros questionamentos diante dos teus olhos. E por encontrarmos outros questionamentos diante do que nos fora levado a conhecimento - mesmo que íntimo - inventamos outros e mais outros. E essas novas perguntas têm o objetivo de fazer com que a primogênita não esteja no centro de nossas atenções. Essa dose carregada de um quase-desespero, de um quase - sei, de um quase- lá, de um QUASE-QUALQUER-COISA que me incomoda.

O que me incomoda são essas ações infrutíferas que não me levam a lugar algum, ou melhor, não me levam até onde quero chegar. E para que? Para escapar da verdade. Da nossa verdade. Voltamos para o mesmo ponto.

E que humor encontraria no fato de temermos inclusive o que nós pertence?

Continua sendo essa a minha realidade. Correndo para o lado oposto, não exatamente por onde segue o fluxo. Não sigo por convenção, também não nado contra a maré. O que importa? O medo. O medo importa porque é o que prevalece. É ele que vence batalhas e mais batalhas até o momento da coroação, quando reina em nosso ser. Essa monocracia enfraquece vínculos pré- estabelecidos, devasta valores intrínsecos, destrói crenças e abate esperanças. E a questão é que, diariamente, encontramo-nos cercados de acontecimentos carregados o suficiente para confundir nossos sentidos. Acontecimentos que a cabeça nem sempre acompanha, que a razão nem sempre explica, acontecimentos detentores da maior das ausências, de tão acumulada que está.

E é essa ausência que me intriga. É essa indisposição para rotinas, essa inexistência de intervalos regulares, essa ausência de hora marcada e é tudo tão... indefinido, por assim dizer. E é nesses momentos que a minha sensibilidade trabalha redobrado, faz hora extra se preciso. Avalio o que quer que seja exposto, mesmo que haja dificuldade para acompanhar o excesso de informações e significados.

E são esses significados que me intrigam. São esses significados que emanam de todas as direções por intermédio de fluxos inconstantes e reticentes que envolvem-me por todos os lados e, no momento em que convergem, apuram meus sentidos. E são esses intervalos irregulares que instigam o meu ser. Instigam sim. Para mais. É que, uma hora ou outra, de uma forma ou de outra, levando o tempo que for... Interpreto-os. Um por um. Reflito e calo.

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E encontrar a fonte do que fora captado por meus sonares de nada serviria. Não quero que cessem. E eu não quero piscar os olhos, não quero perder nada.

Do destino de minhas respostas, cuido eu. Enquanto isso, deixa-me concluir algo que me baste.

Por ora.

*Quero que meus detectores continuem a soar, em alerta de emergência, buscando qualquer indício de que sentes o mesmo.

sexta-feira, 18 de março de 2011


"E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado é espetacular."

sexta-feira, 4 de março de 2011

O que seriam as indiretas, se não uma forma implícita de atingir algo, alguém, um propósito talvez. Mas será que existem só indiretas? Existem indiretas que pendem mais para o (in)diretas, para o quase explicito, ofuscando o real sentido da palavra. Pensando em um ângulo, encontramos associações pertinentes a nós nas mais diferenças proposições. Claro que, nada tão aleatório quanto aparente. Indiretas não são tão soltas assim, também não nos atingiriam sem a existência de um real motivo. Esse fluxo de palavras advém de pessoas especificas, aliando-se ao calendário que conspira, normalmente a favor. São situações e envolvimentos, até me arrisco a dizer que essas proposições são um tanto quanto especificas também. Mas essas proposições, porque seriam, por assim dizer, direcionadas a mim? Ou as que freqüentemente disserto relacionadas a ti? É de fato uma via de mão dupla ou somente eu respondo a todos os teus impulsos? São diversos questionamentos, ligado a diversas hipóteses que poderiam aparentar ausência de um fundamento. Um devaneio talvez.

Seria uma mera necessidade de não ser esquecido? Uma evidente frustração pelo que não foi... O afago que é ser lembrado. Do lado de cá, vejo apenas possibilidades. E são infinitas.

E do teu lado? Do teu lado não vejo nada. Mesmo assim, não invalida o que digo. Acredito que poderíamos, no mínimo, levar em consideração a veracidade dessas suposições. Afinal, todas cabem a ti.

Das minhas palavras, garanto o rumo. Que é o premeditado, direcionado a uma só pessoa, percorrendo um caminho (quase?) certeiro - para você. Quando chegam ao destino, deixam de me pertencer. Minhas palavras se misturam com o sentido que você lhes dá. Depois de acrescentar ali e aqui, manda de volta pra mim. Quando terminar, devolve. Mesmo sabendo que, por não ser uma via de mão única, o efeito desejado pode divergir com o idealizado. Como aconteceu com as palavras que lhe mandei.

Alguém se habilite a intermediar minhas palavras, por favor. É que, quando minha sede por respostas agrava-se com a ausência das tuas, qualquer palavra que esteja pairando solta por perto pode se encaixar no lugar do teu silêncio. E o final dessa história pode ser desastroso. Mais.

E eu preciso que, o que quer que seja direcionado a mim, independente do sentido que eu venha a dar-lhe - que nesse caso é o único papel que me cabe - esteja descrito da forma mais transparente possível. Que tuas mensagens possuam a limpidez da água, que sejam claras e verdadeiras. Eu preciso de respostas simples, talvez até concretas, o início de uma idealizada coleção de certezas expostas em uma estante vazia.

Que sejam certeiras em teus rumos e específicas como matérias de pré-vestibular. Que, sem rodeios, sejam inconfundíveis em sua forma, que essa forma seja a mais destrinchadas e (IN)direta possível. Mistura heterogênea, sólido e líquido, separando os componentes por filtração. Filtrando tuas mensagens, apropriando-me apenas do que realmente importa (para mim).

Do desamor ao amor. Será mesmo que existe?

Porque do amor ao desamor eu já vi acontecer.

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Sigo acreditando, apegando-me apenas aos questionamentos comuns, fixando assim a velha novidade. Em qualquer lugar que possa encontrar depois. Porque restrição nem sempre é desvantagem. “E nem você nem eu somos descartáveis.” E o que quer que surja de qualquer lugar, ou de lugar algum, ajude-me a descobrir se tenho feito as perguntas certas. Porque eu realmente não sei. E até então, o que prevalece em mim, é a dúvida e a incerteza. É por isso que eu peço para que me dê algo, algo que eu possa me agarrar.

Algo que me faça acreditar.